18 de fev. de 2011

BÓIA-FRIA

De madrugada ..... antes mesmo do sol surgir
nossos trabalhadores rurais
preparam suas marmitas ...
e saem para o trabalho.
Na maioria das vezes se veem obrigados a subir
em caminhões superlotados,
sem nenhuma segurança.
Rostos sofridos,
mãos calejadas plantão nosso pão de cada dia.
Seu trabalho é o primeiro entre todos,
pois é dessas mãos calejadas,
que brotam o sustento
de um povo, uma raça, uma nação.
Por esse trabalho deviam ser bem remunerados,
mas não o são.
Muito pelo contrario,
recebe bem pouco pelo seu árduo trabalho.
E quando o tempo lhes concede
o direito a uma aposentadoria,
esta é tão irrisória que,
são obrigados a voltar ao trabalho
para sobreviverem.
É fácil para nós encontrar alimentos.
É fácil para nós sentarmos e comermos.
Mas quantos desses bóias-frias que
 plantam nossos alimentos,
não os tem em sua própria mesa,
principalmente no período da entressafra,
onde o trabalho é escasso e o salário ainda mais.
Mas os nossos bóias-frias não desistem; pois
no dia em que isso ocorrer,
certamente um povo, uma raça, uma nação
morrerá sem o pão nosso de cada dia.


                                                                                      CRIS GUTTI
                                                                                       25.03.1.989

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