9 de jun. de 2012

A VIDA TEM A COR QUE DESEJAMOS




       Em um canto qualquer de repente encontro aquela boneca que durante toda a minha infância esteve presente ao meu lado. Olhando-a recordo-me dos momentos felizes que tivemos e trocamos confidências infantis. Já na adolescência um professor pergunta quem da sala escreve poesias, ninguém responde por que o professor tinha a fama de ser muito bravo. Quando retorno a casa fico pensando no desafio que o professor tinha feito a classe, e no mesmo instante começo a detilhar alguma coisa. Passam-se alguns dias e tomo coragem de mostrar a ele, ele lê e diz – Esta boa, mas, usar seu nome como pseudônomio não me soa bem. Ele deu alguns passos virou-se e me encorajou a continuar, e quando encontrasse um nome passaria a usá-lo até mesmo nas poesias antigas. Um dia assistindo um caso especial me surgiu a ideia de um pseudonimo. Escrevi uma nova poesia, coloquei o novo pseudonimo e mostrei ao professor. Ele leu e quando viu o pseudonimo seus olhos brilharam e me disse – Esse sim é a sua cara. Desde então surgiu CRIS GUTTI. Já faz muito tempo que não escrevo, mas hoje não só me deu vontade de contar essa história como também de voltar a escrever. A Cris Gutti renasceu espero que desta vez para não mais estacionar no tempo. Mas, porque só neste momento? Percebi que tinha que fazer voltar em mim à menina que trocava confidências com a boneca, a adolescente que por um desafio do professor começou a escrever e por fim, a mulher que deseja sempre divulgar suas ideias. Já escrevi alguns poemas um pouco tristes mais que naquele momento mostrava como eu me sentia, mas hoje não quero mais fazer isso, temos que comemorar a vida. Porque a vida tem a cor que desejamos. A minha é azul da cor do céu, vermelha da cor da paixão, rosa da cor do amor e verde de muita esperança que amanhã será melhor que hoje.

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