Em um canto qualquer de repente encontro
aquela boneca que durante toda a minha infância esteve presente ao meu lado.
Olhando-a recordo-me dos momentos felizes que tivemos e trocamos confidências
infantis. Já na adolescência um professor pergunta quem da sala escreve
poesias, ninguém responde por que o professor tinha a fama de ser muito bravo.
Quando retorno a casa fico pensando no desafio que o professor tinha feito a
classe, e no mesmo instante começo a detilhar alguma coisa. Passam-se alguns
dias e tomo coragem de mostrar a ele, ele lê e diz – Esta boa, mas, usar seu
nome como pseudônomio não me soa bem. Ele deu alguns passos virou-se e me
encorajou a continuar, e quando encontrasse um nome passaria a usá-lo até mesmo
nas poesias antigas. Um dia assistindo um caso especial me surgiu a ideia de um
pseudonimo. Escrevi uma nova poesia, coloquei o novo pseudonimo e mostrei ao
professor. Ele leu e quando viu o pseudonimo seus olhos brilharam e me disse –
Esse sim é a sua cara. Desde então surgiu CRIS GUTTI. Já faz muito tempo que
não escrevo, mas hoje não só me deu vontade de contar essa história como também
de voltar a escrever. A Cris Gutti renasceu espero que desta vez para não mais
estacionar no tempo. Mas, porque só neste momento? Percebi que tinha que fazer
voltar em mim à menina que trocava confidências com a boneca, a adolescente que
por um desafio do professor começou a escrever e por fim, a mulher que deseja
sempre divulgar suas ideias. Já escrevi alguns poemas um pouco tristes mais que
naquele momento mostrava como eu me sentia, mas hoje não quero mais fazer isso,
temos que comemorar a vida. Porque a vida tem a cor que desejamos. A minha é
azul da cor do céu, vermelha da cor da paixão, rosa da cor do amor e verde de
muita esperança que amanhã será melhor que hoje.
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